20/11/2025 07:40

No Dia da Consciência Negra, APCEF/RJ reafirma compromisso com a igualdade e o combate ao racismo

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Hoje, 20 de novembro, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, uma data que ultrapassa a memória histórica e se consolida como símbolo de resistência, reflexão e luta por igualdade racial. Instituída oficialmente pela Lei nº 12.519/2011, a data homenageia Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, executado em 20 de novembro de 1695 e reconhecido como um dos maiores ícones da resistência negra no país.

Mais do que relembrar o passado, o Dia da Consciência Negra provoca a sociedade a encarar as desigualdades ainda presentes. A pauta, fortalecida pelo Movimento Negro a partir da década de 1960, evidencia que a luta contra o racismo exige ação contínua, comprometida e coletiva. A escolha do 20 de novembro, em contraposição ao 13 de maio, reforça a valorização da resistência e da busca ativa por liberdade, e não apenas o registro formal da abolição.

A APCEF/RJ reafirma a importância desta data como espaço de reflexão e conscientização. É um momento para reconhecer a contribuição fundamental da população negra para a construção do Brasil e renovar o compromisso com a inclusão, a equidade de oportunidades e o respeito à diversidade racial. É, também, uma ocasião para fortalecer iniciativas que combatam todas as formas de discriminação e ampliem o diálogo sobre igualdade.

O país viveu cerca de quatro séculos de escravidão, entre meados do século XVI e 1888, período que deixou marcas profundas na estrutura social, econômica e cultural. Esses impactos permanecem visíveis em comportamentos, relações e até no vocabulário cotidiano. Expressões e termos que carregam sentidos pejorativos associados à negritude continuam a ser reproduzidos de forma naturalizada, reforçando estigmas e desigualdades. Revisar o vocabulário, compreender essas origens e promover novas práticas linguísticas são passos importantes no enfrentamento ao racismo estrutural.

A APCEF/RJ convida empregadas, empregados, aposentadas, aposentados e familiares da Caixa a viverem esta data não apenas como um símbolo, mas como uma prática ativa de transformação. Celebrar o Dia da Consciência Negra é revisitar o passado, reconhecer o presente e se comprometer com a construção de um futuro mais justo, igualitário e diverso.

“Valorizar a história, o legado e o protagonismo da população negra é dizer sim à igualdade, sim à diversidade e não ao silêncio frente ao racismo”, afirma Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.
 

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