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Privatização da Caixa: a resistência continua

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Infelizmente, no último dia 29 ocorreu a abertura inicial de capital (IPO) da Caixa Seguridade. O movimento vem se arrastando desde 2015, mas a resistência da categoria bancária conseguiu atrasá-lo por seis anos. Contudo, a ação da diretoria do banco teve sucesso dessa vez. Foram oferecidas ao mercado 517 milhões de ações sendo o preço definido em R$ 9,67, resultando em R$ 5 bilhões (valor bruto) arrecadado pela Caixa. A subsidiária é uma das áreas mais lucrativas e estratégicas para o banco, e seu IPO representa movimento contrário a outras instituições financeiras - nem mesmo os grandes bancos privados têm listadas seus braços de seguridade na bolsa de valores.

Estivemos e vamos continuar lutando contra o avanço da privatização na Caixa. Agora foram 15% das ações negociadas, mas tudo indica que a diretoria do banco não deve parar por aí. Para além da seguradora, a mira também está na Caixa Cartões, Caixa Asset e no banco digital, instituição financeira que ainda nem foi criada e está sendo construída a partir do Caixa Tem para assumir o pagamento dos benefícios sociais da instituição. Todo esse movimento não é só extremamente prejudicial para a Caixa, como também o é para o desenvolvimento do país e para todos os brasileiros, principalmente aqueles que dependem da função social do banco. 

Ademais, a arrecadação da venda das subsidiárias tem como objetivo antecipar a devolução dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD). Apesar de não ter prazo para quitação, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já anunciou que vai devolver aproximadamente R$ 35 bilhões de reais em onze anos, montante que corresponde a mais de 30% do Patrimônio Líquido do banco em 2020. É a descapitalização da Caixa e o esvaziamento do banco, resultando no enfraquecimento da instituição, das políticas públicas e do desenvolvimento do país. 

Por isso, a luta anti-privatização deve continuar. 

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