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Quando estaremos todos vacinados?

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A pandemia estourou no Brasil há pouco mais de um ano, e desde então a ansiedade pela volta ao "normal" ronda a vida de milhões de brasileiros. Quando a enfermeira Mônica Calazans foi a primeira pessoa a ser vacinada no país fora dos testes clínicos, em 17 de janeiro de 2021, parecia ser a luz no fim do túnel. Mas agora, mais de três meses depois, caminhamos a passos lentíssimos, com apenas 5,8% da população brasileira imunizada com a segunda dose (dados atualizados em 27/04), sem um plano concreto de imunização nacional e com o constante adiamento das expectativas. No último dia 21, por exemplo, o Ministério da Saúde adiou a expectativa de vacinação dos grupos prioritários para setembro, ao invés de maio, como havia sinalizado o antigo ministro da saúde, Eduardo Pazuello. A bagunça do Ministério da Saúde (com quase uma nova chefia por mês) e a situação da vacinação são reflexos da péssima gestão da crise de saúde pública feita por Bolsonaro.  

O presidente se recusou a comprar vacinas no ano passado, e quando resolveu correr atrás do prejuízo já era tarde demais, estávamos muito atrás na fila mundial de espera do que é o mais competido produto na atualidade. E resulta que, em números proporcionais, até o começo do mês ocupávamos a  46ª posição na taxa da população vacinada com ao menos uma dose.  

No começo do mês, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou ao Valor Econômico que até o meio do ano devemos ter imunizados provavelmente a população acima dos 60 anos e profissionais em risco, cerca de 40 ou 60 milhões de pessoas. E somos um país com 211,7 milhões de pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para os adultos sem comorbidades, pode-se começar a vacinação ainda no segundo semestre de 2021, enquanto para os jovens com menos de 25 anos, só no ano que vem. Mas essas expectativas mudam todo o tempo e só são adiadas mais para a frente. 

A APCEF/RJ reforça que é preciso, portanto, manter atenção constante e cobrar transparência do governo nos dados e microdados relativos à COVID-19 e às vacinas (hoje, são 5 autorizadas pela Anvisa mas só 2 sendo disponibilizadas). Vale ressaltar que a Fenae criou a campanha Vacina Já que visa mobilizar a população, os empregados e pressionar o governo pela vacinação para todos. Queremos vacina para todos urgente e prioridade para os bancários da Caixa, que trabalham na linha de frente no atendimento à população e, por isso, são considerados essenciais e devem ter prioridade. 

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