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Apagão no Amapá expõe risco de privatizações e mostra importância das estatais

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O Amapá chegou ao décimo dia de crise no abastecimento de energia elétrica que afetou 13 dos seus 16 municípios. O serviço foi interrompido após um raio atingir a principal subestação do estado, causando um incêndio que resultou na falta de energia para a população. No último sábado (7), o fornecimento parcial foi retomado, mas o estado ainda enfrenta grandes dificuldades, uma vez que ainda não se sabe quando a situação será normalizada.

Apesar da companhia responsável pelo abastecimento de energia na região ser estatal (a Companhia de Eletricidade do Amapá - CEA), a subestação atingida é privatizada e pertence à empresa privada Isolux Corsán, além de fazer parte de um sistema nacional de fornecimento. De acordo com informações de Cecy Maria Martins Marimon, diretora do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região, coordenadora da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil e membro do Coletivo Nacional dos Eletricitários, houve exigências diferentes para as empresas públicas e para as privadas no leilão em que a Isolux venceu. Para as empresas públicas, era necessário que houvesse equipamento de reposto e backup de segurança. Contudo, o mesmo não era exigido das empresas privadas, o que resultou na tragédia que ocasionou o apagão no Amapá.

Problemas ocasionados por falta de manutenção ou fiscalização não são incomuns quando se fala em empresas privadas. Por isso, é importante que as empresas públicas sejam responsáveis por serviços essenciais à população, em especial, porque já se sabe que a intenção do atual governo é privatizar e entregar o patrimônio nacional nas mãos de empresas privadas. A APCEF/RJ e demais entidades representativas dos empregados seguem na luta contra a privatização das estatais, como a Caixa, tão importantes para o desenvolvimento econômico do país e responsáveis pelo atendimento da população.

Vale ressaltar que uma enquete sobre o Projeto de Lei 4.269/20 está aberta no portal online da Câmara dos Deputados, podendo ser acessada através deste link. O projeto tem autoria dos deputados federais Érika Kokay (PT/DF) e Frei Anastácio Ribeiro (PT/PB), e pretende tornar crime a privatização de estatais sem a autorização do Congresso. Lembrando que é fundamental que os brasileiros deixem seu voto a favor do PL 4269, e que todos podem votar.

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