APCEF/RJ cobra ação da Caixa após denúncias contra a MultService, empresa terceirizada
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A APCEF/RJ recebeu novas denúncias de empregados da MultService, empresa terceirizada que presta serviços à Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro. Segundo os relatos, o vale-alimentação continua sendo pago com atraso e, em alguns casos, de forma parcelada, situação que vem causando dificuldades para quem depende do benefício para custear despesas básicas do dia a dia.
Recepcionistas, copeiros, auxiliares de serviços gerais e telefonistas, na maioria mulheres, também relatam falta de informações claras sobre quando os valores serão creditados. Há ainda casos de empregados que entraram em férias sem receber o benefício no período esperado, aumentando a preocupação de quem já precisa administrar com cuidado o orçamento familiar.
Os relatos também têm levantado dúvidas sobre outras obrigações trabalhistas, como o recolhimento regular do FGTS. A APCEF/RJ considera importante que a empresa esclareça a situação e dê transparência à forma como vem cumprindo seus compromissos com os empregados.
A situação chama a atenção porque a Lei nº 14.442/2022 determina que o auxílio-alimentação mantenha sua natureza pré-paga. Em outras palavras, o benefício deve estar disponível para o trabalhador quando ele precisa utilizá-lo. Quando isso não acontece, o impacto recai justamente sobre quem depende desse recurso para garantir a própria alimentação.
Diante das denúncias, a APCEF/RJ cobra providências da MultService e da Caixa. Embora a responsabilidade pelo pagamento seja da empresa contratada, cabe ao banco acompanhar e fiscalizar o cumprimento das obrigações assumidas pelas terceirizadas que atuam em suas unidades.
A APCEF/RJ defende que a situação seja apurada com urgência. Trabalhadores que ajudam a manter o funcionamento diário das unidades da Caixa não podem conviver com dúvidas e incertezas sobre um benefício essencial. Caso os problemas relatados persistam, a entidade avaliará a adoção das medidas cabíveis perante os órgãos competentes.
“Vale-alimentação, férias e FGTS não são favores, são direitos. Quando esses direitos deixam de ser respeitados, quem paga a conta é o trabalhador. A Caixa precisa acompanhar essa situação de perto e cobrar uma solução rápida. Se os problemas persistirem, a APCEF/RJ poderá levar o caso ao Ministério Público do Trabalho”, afirmou Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.

