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Após pressão das entidades representativas dos trabalhadores, Caixa começa a adotar medidas

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Na última quarta-feira (18), após pressão das entidades, a Caixa anunciou que adotará novas medidas para prevenção do avanço de coronavírus. Recentemente, muitos bancários e clientes reclamaram da falta de iniciativa do banco em relação a atual situação global provocada pelo COVID-19. Sendo assim, sindicatos e associações que representam os empregados pressionaram o banco para tomar as devidas providências. 

Dentre as medidas que deverão ser adotadas estão: apenas metade dos assentos de cada unidade deverão ser ocupados, para que se mantenha pelo menos um metro de distância entre as pessoas; acesso controlado da entrada e saída de clientes nas agências; abertura antecipada das unidades selecionadas em uma hora, para atender os clientes que estão no chamado grupo de risco e distribuição de senhas em cores para diferenciar a necessidade e agilizar o atendimento das filas.

Em relação aos empregados, todos que estiverem fazendo a triagem na porta da agência, deverão usar máscaras e luvas. Já os pertencentes ao grupo de risco, poderão trabalhar em home office. Nas redes de lotéricas, serão tomadas medidas como a suspensão dos pagamentos de parcelas de empréstimos por até 180 dias e redução nas taxas de renegociação para 0,99% ao mês. Caso seja solicitado, os lotéricos também poderão suspender o funcionamento da loja.

“Sabemos da importância da Caixa, principalmente nesse momento de pandemia. Porém, a preocupação e cuidados com a vida de todos têm que ser amplo. No entendimento da diretoria da APCEF/RJ, a forte pressão feita pelas entidades representativas dos trabalhadores foi fundamental para que a Caixa decidisse aplicar medidas para controlar o fluxo de clientes e o trabalho home office para pessoas do grupo de risco. Porém, os cuidados com os empregados e clientes não podem parar por aí. Eles têm que ser ampliados. O acompanhamento constante para verificação da necessidade de ajustes ou da implantação de medidas mais impactantes são imprescindíveis. A pressão continua, enquanto houver possibilidade de risco para empregados, clientes, terceirizados e usuários, nós não vamos descansar!”, disse Paulo Matileti, Presidente da APCEF/RJ.

 

 

 

 

 

 

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