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Associado da APCEF/RJ e dirigente sindical em Campos, Fábio Rangel concede entrevista exclusiva

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Nascido na cidade de Campos dos Goytacazes, Fábio Almeida Rangel é nosso entrevistado do mês de dezembro. Ele tem 46 anos de idade, é casado e pai de duas lindas filhas. Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Cândido Mendes, Fábio entrou na Caixa em 2009. Sua última função na Caixa foi de Supervisor de Canais, na agência Benta Pereira. Desde 2013 atua como dirigente do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, sendo atualmente vice-presidente da entidade. Ele é um apaixonado pelo kitesurf, esporte que pratica nas horas vagas. Homem de personalidade forte, que não abre mão em lutar por seus ideais e que tem na frase “Viva o hoje, pois para o amanhã você não sabe o que te espera” sua inspiração para a vida, Fábio Rangel falou para a APCEF/RJ sobre a luta pelos direitos dos empregados da Caixa, sobre a importância da Caixa 100% pública, sobre o Saúde Caixa, sobre o Sindicato, sobre a Associação e muito mais. Confira. 

APCEF/RJ - Na condição de empregado da Caixa e dirigente sindical, como você avalia a atuação do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região?
Fábio Rangel - O Sindicato sempre foi muito ativo na luta e no relacionamento com a categoria. Em relação à Caixa, minha vinda para a diretoria só fez aumentar a participação dos empregados nas atividades propostas pela entidade, pois consegui fazer a aproximação que faltava. Tivemos inúmeras vitórias em nossa região. Um exemplo foi a instalação de aparelhos de ar condicionado do modelo split em todo o prédio da agência 0180 – Centro, onde o atendimento é enorme e com maior número de empregados em sua LAP, gerando assim maior número também de reclamações no verão, por causa do forte calor em nossa região. Para que isso ocorresse várias intervenções foram realizadas na agência, como paralisações, retardamento na abertura e reuniões na sala de autoatendimento com os empregados.

Sabemos que a mudanças de regras de metas pela Caixa além de estressar os empregados, traz um clima de desorientação e assédio. Qual o posicionamento e orientação do Sindicato nesses casos?
Fábio Rangel – A orientação de nossa entidade para todos os bancos, sejam privados ou públicos, é que os trabalhadores deem valor primeiramente à sua saúde, pois depois que a perdemos já era. Portanto, ao menor sinal de fadiga que seja, procure o médico e depois o Sindicato, para que juntos possamos tomar a melhor decisão para o empregado. 

A atual pandemia tem atingido também a saúde mental de muitas pessoas, independentemente de terem sido infectadas ou não. Qual a orientação do Sindicato aos empregados da Caixa que possam estar com a saúde mental afetada?
Fábio Rangel
– A orientação de nossa entidade é sempre na preservação da saúde do empregado. Sendo assim, ele deve procurar seu médico e, posterior a isso, procurar a Secretaria de Saúde da entidade para outras orientações.

Qual a sua avaliação sobre a importância do Conselho de Usuários do Saúde Caixa?
Fábio Rangel
– O Conselho se tornou um importante instrumento de controle, pois criou-se uma possibilidade de acompanhamento da gestão financeira e administrativa do plano. Ele é essencial tanto para o aprimoramento e manutenção do Saúde Caixa, quanto para o fortalecimento das lutas que visam atender os interesses dos usuários.

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) exerce importante papel nas reivindicações dos empregados, na cobrança pelo cumprimento de acordos, na defesa da Caixa 100% pública, entre outros. Por quais canais as ações da CEE/Caixa são passadas aos empregados das agências da Caixa abraçadas pelo Sindicato?
Fábio Rangel
– O principal canal utilizado pela nossa entidade sempre foi o jornal mensal, porque ali eram passadas todas as informações sobre a Caixa e também as outras entidades que nos ajudavam a tomar as decisões como Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Fenae e outros. Mas como este ano foi totalmente diferente e sofrido para todos nós, passamos a utilizar também as redes sociais para preservarmos a saúde de nossa diretoria e de toda a categoria bancária de Campos e região.

Recentemente vimos caducar a MP 995, que permitia a privatização da Caixa através de suas subsidiárias. Qual a sua leitura sobre essa questão?
Fábio Rangel
– O movimento sindical trabalhou muito para que isso ocorresse. Sabemos que há pessoas do nosso lado que estão trabalhando incessantemente junto ao Congresso Nacional para que medidas como essa não saiam do papel. No meu ponto de vista todas as entidades sindicais têm que se juntar para aumentar a participação do número de pessoas imbuídas na defesa da Caixa e das outras empresas públicas, porque os ataques não terminarão por aí.

O que mais os empregados e entidades representativas devem fazer para impedir a continuidade dos ataques? 
Fábio Rangel
– Ter mais representantes da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos governos estaduais e municipais seria o pontapé inicial. Também nos bate-papos, sejam eles nas agências, nas rodas de amigos e outras reuniões, sobre o que queremos para o futuro da Caixa. Só com a união de forças conseguiremos barrar os ataques deste e de outros governos contra os trabalhadores.

Na verdade, não só a Caixa vem sendo atacada, mas todas as empresas públicas. No fundo, no fundo, quais os reais motivos desses ataques?
Fábio Rangel
– O que os governos liberais sempre quiseram era diminuir o tamanho do Estado e um dos meios para isso seria passar as empresas estatais para as mãos do capital privado. Isso nós não concordamos. Lutar pela preservação das empresas públicas é desejar um estado forte que garanta aos cidadãos mais qualidade nos serviços essenciais principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança. 

Recentemente o Presidente da APCEF/RJ esteve visitando agências da região Norte Fluminense. Na oportunidade, vários empregados da Caixa decidiram entrar para o quadro associativo, inclusive você. Como você avalia a importância da APCEF/RJ nas áreas sociais, esportivas, culturais e nas lutas pelos direitos dos trabalhadores e da Caixa 100% pública?
Fábio Rangel
– Na oportunidade tive o imenso prazer de estar na agência em que entrei na Caixa, junto com o presidente da APCEF/RJ, e nessa visita pude perceber o papel das APCEFs em todo o Brasil, pois conseguem fazer uma união de empregados através de suas atividades, consegue proporcionar uma qualidade de vida através de seus convênios turísticos e, o melhor ou mais importante para mim, é que as APCEFs fortalecidas financeiramente conseguem trabalhar melhor na luta pelo que acho de mais valia, que é a manutenção de todos os nossos direitos junto à Caixa e conseguir mantê-la uma empresa 100% pública. 

Por atuar em todo o estado e atender empregados da Caixa ativos e aposentados, a APCEF/RJ vem avançando cada vez mais nas cidades do interior. Assim considerando, por quais motivos você indica a APCEF/RJ aos empregados da Caixa de Campos e Região?
Fábio Rangel
– As APCEFs de todo o país precisam do apoio dos empregados e a do Rio de Janeiro não é diferente. Por isso indico a APCEF/RJ. Conheço o trabalho realizado pela atual diretoria e sei que o presidente está totalmente envolvido na defesa da Caixa e dos seus empregados. 

Qual a mensagem você deixa aos empregados da Caixa do estado do Rio de Janeiro?
Fábio Rangel
– Nós, empregados Caixa, do Rio ou qualquer outro estado, só conseguiremos vitórias em nossas reinvindicações se tivermos uma categoria unida e com um único propósito. E para isso temos que ter nossas entidades representativas fortalecidas. Então, se você não é associado, associe-se urgentemente. Precisamos de todos.

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