23/04/21 10:07

Através do voto, empregados da Caixa aprovam estado de greve

a.png

Em assembleia virtual realizada ontem, quinta-feira, 22, os bancários da Caixa Econômica (Rio de Janeiro) decidiram aprovar estado de greve contra a onda privatista do governo e da diretoria da Caixa, que definiu pela venda de ações do banco. O estado de greve carrega também em seu bojo a luta dos bancários pelo pagamento de PLR Social baseada em 4%, conforme consta no Acordo Coletivo de Trabalho. 

“O momento é crítico. Mais do que nunca temos que ter a consciência dos riscos que nós empregados, Caixa e sociedade corremos. Essa política privatista oxigenada pelo governo federal e com total apoio da direção da Caixa tem que continuar sendo enfrentada de peito aberto. O momento é de união entre empregados e as entidades representativas no combate ao desejo do governo em dar fim a Caixa 100% pública”, disse Paulo Matileti, Presidente da APCEF/RJ.

Nossa luta
1°) A venda de ações da Caixa Seguridade consolida o projeto de privatização da Caixa Econômica em partes, abrindo mão de importantes ativos do banco;
2°) A Caixa quer transformar os empregados em cúmplices da privatização. A estratégia é seduzir o bancário a comprar ações e transformá-lo em agentes da privatização da própria empresa;
3º) Comprando ações, o empregado contribuirá para fechar o seu próprio posto de trabalho. Ou seja, fica com as ações, mas perde o emprego;
4º) A privatização da Caixa compromete o futuro de outros patrimônios dos empregados, como o Saúde Caixa e a Funcef;
5º) O banco ainda está aproveitando o momento para impor metas. Cada agência deve vender parte das 450 milhões de ações a serem abertas na bolsa no dia 29 de abril. Ou seja, como acionistas, os bancários serão reféns da própria exploração.

Compartilhe