14/04/21 11:30

Audiência pública discute contratações urgentes para a Caixa, presidente do banco não comparece

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Na última segunda-feira (12), aconteceu uma audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para tratar da contratação urgente de mais trabalhadores para a Caixa. O evento, realizado pelo deputado Jorge Solla (PT-BA), contou com a participação do presidente da Fenae, Sérgio Takemoto; o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos; a presidente da Comissão Independente dos Aprovados da CEF 2014, Isabela Freitas; dos deputados Padre João Siqueira (PT-MG) e Hildo Rocha (MDB-MA) - só não contou com a participação do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que recusou o convite e foi representado pela Superintendente Nacional de Trajetória e Desenvolvimento, Louise Magalhães Dias. 

Os representantes dos empregados aproveitaram para denunciar o rombo de quase 20 mil postos de trabalho que existe no banco, causando sobrecarga nos bancários que, mesmo exaustos e expostos a condições precárias e metas abusivas, foram responsáveis pelo atendimento de 120 milhões de brasileiros na pandemia, desempenhando trabalho louvável. Estes trabalhadores merecem ter condições dignas e por isso as contratações se fazem tão necessárias. Recentemente, o banco anunciou 7,7 contratações, o que não chega nem perto de repor o déficit, não chegando nem a 15%. 

Vale ressaltar que no último dia 7, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins) confirmou a contratação dos concursados de 2014 que ingressaram na Caixa por meio de ações coletivas ajuizadas pelo Ministério Público do Trabalho, configurando vitória para a categoria. Existem milhares de aprovados neste concurso (foram 32.880 no total) esperando para serem convocados, mas a prioridade da diretoria do banco parece não ser condições dignas de trabalho para os bancários e nem o melhor atendimento da população.

Na audiência, os representantes também afirmaram que o rombo no quadro de pessoal faz parte do projeto para enfraquecer o banco público visando justificar sua privatização. A diretoria está correndo para privatizar as subsidiárias, começando com a Caixa Seguridade, seguindo o governo privatista de Bolsonaro. Isso não pode acontecer. A Caixa, como banco 100% público, é importantíssima para a sociedade com sua função social, atuando na habitação, saneamento, infraestrutura e programas sociais, e é a esses interesses e à população que ela precisa atender - não aos acionistas e ao mercado. Diálogos como esse, bem como um envolvimento ativo dos parlamentares, são fundamentais para fortalecer a Caixa. 
 

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