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Brasil Seguro é Caixa Pública: campanha anti-privatização luta contra o fim da função social da Caixa

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Mais uma vez, a diretoria da Caixa mostra que, mesmo no pior momento da pandemia e quando a população mais precisa do banco 100% público, sua prioridade é o mercado financeiro e a privatização. A tentativa de oferta inicial da Caixa Seguridade está marcada para o dia 29 deste mês - vale lembrar que não é a primeira nem a segunda vez que tentam privatizar o braço de seguros da Caixa, e sim a terceira. O governo Bolsonaro e a gestão de Pedro Guimarães, presidente do banco, encontraram mecanismo para privatizar a Caixa de forma indireta: fatiá-la e vendê-la em pedacinhos. Sabem que a população é contra, mas já deixaram claro que sua prioridade não é a população. 

Dito isso, a Seguridade seria só o primeiro passo. Já existem planos para privatizar o Caixa Cartões, Gestão de Recursos, Loterias, e o tal 'banco digital', instituição financeira que seria responsável por todas as operações sociais do banco, que nem existe ainda e já tem planos de privatização. Em última análise, esse processo tem apenas um resultado: o fim da Caixa e sua função social. Sabemos que uma vez que o banco não é mais público, seu objetivo é única e exclusivamente o lucro. E o objetivo da Caixa é outro: o desenvolvimento do país e de todos os brasileiros. 

Vale ressaltar que os planos para o dinheiro dessa venda do braço de seguros seria a devolução ao Tesouro dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD), empréstimos feitos para permitir a ampliação da oferta de crédito, a diminuição da taxa de juros e o aumento da capacidade do banco em investimentos na habitação, saneamento, infraestrutura, entre outros. Seriam cerca de R$33 bilhões, ou seja, 33% do patrimônio líquido da Caixa de R$ 92,821 bilhões segundo balanço de 2020. Uma vez que o IHCD representa contrato que não tem data de vencimento, ou seja, não há motivo para o banco antecipar a devolução, é uma perigosa descapitalização que aponta para o enfraquecimento do banco e dos seus programas sociais. 

Por isso, a Fenae e Contraf-CUT lançaram na última sexta-feira (16) a campanha “Brasil Seguro é Caixa Pública”, que tem como objetivo mobilizar durante o mês de abril as entidades sindicais e representativas dos bancários, os empregados do banco, bem como alertar os parlamentares e conscientizar a população em geral sobre a situação. Para barrarmos este projeto privatista precisamos de todos unidos por um Brasil seguro e pela Caixa pública.

"A Caixa 100% pública é simplesmente fundamental para o país. Principalmente agora na crise da pandemia e na reconstrução que teremos que fazer depois dela. Por isso, temos que lutar e unir todas as nossas forças para impedir esse retrocesso absurdo e parar os planos desse desgoverno" afirma Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.

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