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Caixa é vice-campeã em denúncias de assédio moral em órgãos públicos

 

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O histórico de assédio moral na Caixa é tenebroso e de longa data - e a pandemia serviu para agravar esse cenário. O banco se encontra na segunda posição no ranking de denúncias de assédio moral em órgãos públicos ligados ao governo federal no Ministério Público do Trabalho do DF em 2020, segundo informações do Jornal do Brasil, só atrás dos Correios. No ano passado, as denúncias às estatais aumentaram em 80%. 

Das denúncias à Caixa, quatro foram ligadas ao coronavírus e duas especificamente por pressão para o retorno ao trabalho presencial. É completamente absurdo que em plena pandemia os casos de assédio moral continuem e, na verdade, aumentem, frente a um cenário por si só desestabilizante. Os trabalhadores já debilitados têm que lidar com metas abusivas vindas do banco, pressão psicológica e assédio direcionado em seus locais de trabalho. Não são casos isolados: é um problema sistêmico que vem de cima e a diretoria tem plena consciência disso. Segue fechando postos de trabalho e sobrecarregando os empregados visando sempre o lucro. Em 2020, fechando 2.611 postos de trabalho, o banco lucrou R$ 13,2 bilhões. Para o banco, se o lucro chega, pouco importa o estado psicológico do quadro de pessoal.

Vale ressaltar também que a Caixa já foi várias vezes condenada a pagar multas por assédio moral. Em 2017, em ação contra assédio moral coletivo no ES, foi condenada ao pagamento de multa de R$ 1 milhão. Mas segue parecendo mais lucrativo pagar ocasionais multas do que investir em políticas eficazes para a saúde mental dos trabalhadores.

A APCEF/RJ repudia qualquer tipo de assédio moral. No ano passado, em conjunto com a Fenae e outras Apcefs tivemos a campanha “Não sofra sozinho”, que mostrou que  53,6% empregados do banco já passaram por, pelo menos, um episódio de assédio moral. Isso não pode continuar. Para denunciar um abuso psicológico ou violência no ambiente de trabalho, procure o Sindicato dos Bancários do Rio ou a APCEF/RJ. 

 

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