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Caixa quer entregar banco digital ao capital privado

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A Caixa, ao longo de sua história como banco 100% público, tem se mostrado fundamental na vida dos brasileiros através da sua função social. Seu papel na distribuição do auxílio emergencial e de outros benefícios durante a pandemia só demonstrou isso ainda mais. Apesar disso, a gestão do banco com o presidente Pedro Guimarães quer a todo custo desmantelar essa instituição e privatizá-la para ser mais um banco privado atrás de nada além de lucro. No momento, o objetivo é privatizar o banco digital, criado a partir do Caixa Tem, abrindo o capital da nova subsidiária nos Estados Unidos, na Nasdaq. A informação, divulgada nesta quinta-feira (11), é do Estado de S Paulo, que informa também que a primeira aprovação do Banco Central para essa oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) já foi dada, mas o processo ainda precisa passar por outras etapas. 

O Caixa Tem foi criado pelos trabalhadores Caixa em meio à crise da pandemia, mostrando expertise tecnológica e inovação dentro da instituição pública. Ao invés de aproveitar a ferramenta para fortalecer o banco 100% público, a diretoria pensa ser mais interessante utilizar o momento para fatiar a Caixa, que já se encontra fragilizada e com um déficit enorme de pessoal.

A ideia do banco, segundo o Estadão, seria rentabilizar o negócio a partir dos clientes de baixa renda, incluindo no seu cardápio de operações o Casa Verde e Amarela (ex- Minha Casa Minha Vida) e mais recentemente o pagamento do DPVAT. É um absurdo querer lucrar em cima da vulnerabilidade dos grupos marginalizados, que precisam de um banco público e de programas sociais para simplesmente sobreviver. Isso é certamente um movimento condizente com o governo liberal de Bolsonaro, que já mostrou seu desdém pelas instituições estatais e pelos programas sociais. Temos que repudiar iniciativas como essa e lutar para manter o papel que a Caixa vem desempenhando com expertise ao longo de sua trajetória no país. 

 

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