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Carreira, sonhos, capacitação, associação, amigos e defesa da Caixa são alguns dos assuntos tratados por Plínio Fonseca em entrevista exclusiva

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Plínio Magalhães Fonseca, também conhecido como Plínio da Caixa pelos amigos e colegas de trabalho, tem 60 anos e é natural de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense no Rio. Morador do bairro Freguesia, esposo, pai de quatro filhos e avô de um neto, Plínio Fonseca é amante de futebol e adora estar com a família e os amigos. Seu livro de cabeceira é “A Arte da Guerra”. Já a frase “Um navio está seguro no porto, mas não é para isso que os navios foram feitos”, é a sua predileta e marca a sua vida. Ele é associado à APCEF/RJ desde que ingressou na Caixa em 18 de maio de 1981. Aposentado Caixa desde 2017, Plínio Fonseca é Subsecretário de Finanças da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e atual Conselheiro Deliberativo da Associação, já tendo passado pela Presidência do Conselho da APCEF/RJ em seu primeiro mandato.

Ele foi empregado Caixa durante o período de 1981 a 2011, quando foi cedido para trabalhar na Autoridade Pública Olímpica (APO) como Superintendente de Infraestrutura, retornando para a Caixa no final de 2016. Graduado em Administração de Empresas pela UNIABEU com pós-graduação em Gestão Estratégica pela Universidade Gama Filho, Plínio já trabalhou em diversas unidades da Caixa: Nova Iguaçu, Nilópolis, Madureira, Santa Cruz, Duque de Caxias, Deodoro, Freire Alemão, além das passagens pela Superintendência Regional Rio de Janeiro Oeste e Superintendência Regional Rio de Janeiro Centro. Durante esse tempo, Plínio atuou como Auxiliar de Escritório, Escriturário, Chefe de Setor, Gerente de Núcleo, Gerente Adjunto, Gerente Geral, Gerente Regional de Negócios, Gerente Regional de Governo e Substituto Eventual de Superintendente em diversas ocasiões.

APCEF/RJ - Fale-nos sobre fatos marcantes de sua infância e juventude?
Plínio – “Pessoas que vieram de onde nós viemos, não podem perder as oportunidades que a vida oferece (Plínio)”. Essa frase sintetiza bem como é a vida de quem nasce (de parteira) num bairro pobre de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Crescer num local desassistido e com pouco acesso à educação de qualidade, normalmente exige muito mais daqueles que querem progredir na vida. Na adolescência, depois do falecimento do meu pai, as dificuldades aumentaram ainda mais. No entanto, a família que ficou sob o comando da Dona Djanira, minha mãe, soube enfrentar todos os desafios. Mesmo assim, com toda adversidade, não faltaram grandes momentos e amizades que recordo e cultivo desde o tempo de infância.

Quando jovem, qual era o seu maior sonho?
Plínio – A coisa que mais fiz na vida foi sonhar e trabalhar para realizá-los.  Mas irremediavelmente esses sonhos eram atropelados por algum fato que mudava tudo. Na verdade, ao longo da vida, fui me adaptando e aproveitando as tais oportunidades. Se não pude ser comerciante com foi o meu falecido pai, ingressei na Faculdade para cursar Engenharia Civil. Se tive que trancar matrícula por causa do serviço militar, me formei como Oficial R2 (Tenente) através do Centro de Preparação de Oficiais de Reserva - CPOR. Se tive a bênção de ser pai muito jovem, ingressei na CAIXA aos 20 anos, através de concurso Público. Se não pude retornar ao curso de Engenharia Civil, me formei em Administração e descobri um mundo de oportunidades de encarreiramento dentro da Caixa... e assim foi.

Hoje com 60 anos de idade você acredita que o realizou seu maior sonho? Por quê?
Plínio – Confesso que hoje não trabalho com essa programação de “sonho x realização”. Na verdade, acredito na renovação das expectativas de acordo com a realidade do presente. Em outras palavras: vivo de olho no futuro mais com os pés no presente. 

Quais foram os motivos que fizeram você decidir entrar para a Caixa Econômica Federal?
Plínio – Talvez o mais correto seria perguntar os motivos que me fizeram continuar na CAIXA. Em 1981, ingressar na CAIXA ou no Banco do Brasil era o sonho de muitos brasileiros que viam nessas duas empresas segurança, estabilidade e bons salários.   Porém, esse não era o meu caso.   Confesso que fiz o concurso acreditando que mais tarde sairia para exercer a profissão de Engenheiro. Porém, no decorrer de pouco tempo, me identifiquei com os propósitos da Empresa e com as oportunidades que ela oferecia. Para mim, esse foi o casamento perfeito. Abandonei as outras opções e me tornei 100% CAIXA.

Profissionalmente você se sente realizado e por quê?
Plínio – É preciso delimitar a palavra “realizado”, afinal minha carreira ainda não terminou. Depois de um ano aposentado, tive a oportunidade de fazer parte do time da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias, onde permaneço até hoje como Subsecretário de Finanças. E isso só foi possível pelos ensinamentos adquiridos na CAIXA. Para aqueles que nos ouvem, posso afirmar que o trabalho dentro da CAIXA nos prepara para realizações em qualquer empresa, pública ou privada. 

Qual e quando foi o seu auge na Caixa?  Conte-nos um pouco.
Plínio – Sinceramente, não consigo selecionar qual e quando foi o meu melhor período na CAIXA. De verdade, percebo que “auge” é sinônimo de reconhecimento profissional. E o reconhecimento profissional vem depois de muito trabalho em equipe. Trabalho em equipe foi o que sempre me motivou e me motiva até hoje. Como me ensinou um grande amigo: “Sempre venceremos juntos, empataremos juntos e, se for o caso, perderemos juntos”.

A Caixa vem sendo covardemente bombardeada pelo governo e por sua própria diretoria. Você é defensor da manutenção da Caixa 100% pública?
Plínio – Em primeiro lugar, precisamos relembrar a finalidade da criação da CAIXA. Recordar que inicialmente a CAIXA passou a ser procurada pelas camadas sociais mais populares, incluindo os escravos, que podiam economizar para suas carts de alforria. Assim, desde o início e até hoje, a empresa tem seu foco no social. A meu ver, esse foco é que manterá a CAIXA viva. Basta falar no Auxílio Emergencial, FGTS, PIS, habitação popular etc. Somente a CAIXA é capaz de superar esses desafios. A defesa da CAIXA 100% pública é um dever cívico.

Muito se fala que plano de saúde e fundo de previdência não fazem parte das prioridades de boa parte dos jovens. Trace um paralelo e fale sobre a importância do Saúde Caixa e da Funcef para você e sua família.
Plínio – Não acredito que planos de saúde e previdência deixaram de fazem parte das prioridades dos jovens. Na verdade, percebo que esse seguimento está em busca de outras formas de previdência. Para minha geração os Planos de Saúde e de Previdência foram as únicas opções corporativas que possuíamos, mas parece que o mercado mudou. Assim sendo, penso que nossas instituições de plano de saúde e previdência precisam identificar a melhor forma de atender esse público.

Você é associado desde 1981. O que fez você se associar e qual a sua opinião sobre a APCEF/RJ e sua importância?
Plínio – Na minha admissão, em 18/05/81, na mesma bancada onde eram assinados os contratos de trabalho, tínhamos o convite para associação à APCEF RJ. Desde então, reconhecidamente, percebi que a APCEF/RJ exerce papel fundamental em defesa dos empregados e da empresa.

Você é figura carimbada na Sede Campestre de Jacarepaguá. Conte um pouco sobre essa relação.
Plínio – A minha relação com a Sede Campestre de Jacarepaguá vem de longa data. Apesar da distância, de quando morava na Baixada Fluminense, não faltaram eventos extraordinários em que participei. Os grandes torneios de futebol entre agências marcaram época e são lembrados até hoje. Mais tarde, passei a frequentar as “peladas de sábados” e em 2015 fui intimado a assumir a sua organização e desde então recebi o apelido de “Presidente”. Assim, temos contribuído com a promoção dos jogos e as resenhas divertidíssimas.

Sabe-se que as entidades representativas dos empregados da Caixa são guerreiras que atuam em todas as lutas em prol dos direitos dos trabalhadores, em defesa da Caixa 100% pública, em defesa do Saúde Caixa e de seus usuários, em defesa da Funcef e dos participantes e assistidos, entre outras. Além desses motivos, quais outros você daria para os empregados da Caixa (ativos e aposentados) se associarem à APCEF/RJ?
Plínio – A tecnologia avança rapidamente promovendo e facilitando o acesso do cidadão aos produtos e serviços do mercado. Isso não tem volta. O home office e o Banco Digital já são realidades em nossas vidas. Para falar somente desses dois pontos, muito em breve, veremos o fechamento das agências físicas e a terceirização de mão de obra em larga escala. Sem contar com a inibição de novos concursos públicos. É nesse contexto que o movimento associativo é importante, haja vista os atropelos que esse processo de mudança promove. A APCEF/RJ, assim como outros movimentos associativos, representa a interlocução através da qual se efetivará a defesa dos direitos trabalhistas e a manutenção dos benefícios alcançados até hoje. Nunca o sentimento de que “Juntos somos mais fortes” é tão necessário.

Registre a sua mensagem aos empregados da Caixa no Rio de Janeiro.
Plínio – O tempo é a favor daquele que trabalha e persevera.

Clique e confira o álbum de fotos da trajetória de Plínio.

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