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COVID-19: importância vacinação para todos e doação para quem precisa

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Estamos em um momento muito sensível da crise da pandemia. Na última terça-feira (06), superamos a marca de 4 mil mortes em 24h pela COVID-19. Neste começo de abril também se iniciou a segunda rodada do auxílio emergencial, mas com um valor bem abaixo do anterior (quatro parcelas de R$ 250, em média) e com um número menor de beneficiários (45,6 milhões de pessoas ante quase 68 milhões no ano passado). Em contrapartida, a vacinação segue caminhando - não com a rapidez que deveria, uma vez que o governo atrasou em muito a compra de doses - e no Rio de Janeiro os postos de vacinação vêm sendo ampliados para dar conta da demanda. Além disso, iniciou-se a campanha Rio Contra a Fome, das secretarias da Juventude (JUVRio) e de Saúde (SMS), que visa apoiar a população em maior vulnerabilidade social no contexto pandêmico.

A iniciativa funciona assim: no ato da vacinação, nos mais de 250 postos fixos distribuídos pela cidade, o doador leva um ou mais itens da cesta básica, sendo prioritários arroz, feijão, óleo, fubá, leite em pó, açúcar e sabonete. É de extrema importância em uma situação de agravamento da insegurança alimentar nas comunidades. Vale ressaltar que a fome atingiu 19 milhões de brasileiros na pandemia, mostrou pesquisa recente realizada pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), sendo o maior patamar nos últimos 17 anos. É situação inaceitável e que reflete a negligência do governo Bolsonaro com a pandemia e o falso dilema entre economia e saúde.

A APCEF/RJ apoia veemente a campanha Rio Contra a Fome e incentiva as doações àqueles que tanto precisam nesse momento. Reforça também a importância da vacina para todos o mais rápido possível, bem como a prioridade para os bancários, especialmente os da Caixa por sua função na linha de frente da distribuição do auxílio emergencial. No Rio, nesta quarta-feira (07) a vacinação é voltada para mulheres com 65 anos. Para conferir o calendário completo e os postos de vacinação, acesse https://coronavirus.rio/.

“O Brasil vive um momento crítico por falta de vacinas, número crescente de mortes, aumento da fome e desgoverno total. Mais do que nunca, o quadro indica que vacinação e doações são essenciais. Ao diminuir o valor e número dos beneficiários do auxílio emergencial e prosseguir com sua linha negacionista, o governo indica priorizar a fome e a morte ao invés da vida. Nós defendemos a vida. Por isso dizemos: vacina e doações sim”, disse Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.

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