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Direção da Caixa expõe empregados e clientes ao coronavírus com falta de clareza sobre auxílio

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Aglomerações, filas quilométricas e bagunça nos ambientes das agências da Caixa. Começou a segunda fase de distribuição do auxílio emergencial no país e, não surpreendentemente, a situação já está caótica. Isso é fruto de um cenário de descaso generalizado, em que as pessoas estão passando necessidade, em situação de vulnerabilidade e precisam se apoiar mesmo que nesse auxílio emergencial minguado que o governo optou por distribuir (que não paga nem um terço da cesta básica) e, por falta de informação e clareza na comunicação do banco, estão indo às agências mesmo sem necessidade, uma vez que não podem nem sacar o dinheiro em espécie. 

Os relatos do caos e do medo entre os empregados da Caixa não são poucos. Há agências em que muitos bancários estão afastados por COVID, outros em home office, e os que sobram precisam se desdobrar em mil para conseguir atender os clientes e ainda alcançarem as metas absurdas que não param de subir. Em uma situação dessa, a prioridade deveria ser a segurança de todos e um atendimento de qualidade à população, mas parece que a preocupação da diretoria do banco é outra. 

Não era para ser assim. A categoria se mobiliza por mais contratações há anos - existem os recursos, disponibilidade e, o mais importante, a necessidade de cobrir o rombo no quadro de pessoal de quase 20 mil postos de trabalho. Parece que a diretoria do banco não aprendeu nada com a situação absurda de 2020, e agora com o agravamento da pandemia, tem tudo para ser pior. Por isso, seguimos na luta pela vacina já para todos, com prioridade para os bancários da Caixa, e por contratações urgentes. 

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