24/03/20 11:11

Em meio à pandemia, movimento sindical pede fechamento das agências, mas Fenaban hesita na decisão

bancários em risco

 

Na última segunda-feira (23), o Comando Nacional dos Bancários se reuniu, através de uma videoconferência, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para cobrar medidas urgentes e mais duras de precaução para os bancários. Segundo a categoria, só assim seria possível evitar o risco de contágio do novo coronavírus.

Dentre as 17 reivindicações feitas pelo Comando Nacional e os sindicatos, o principal destaque é o fechamento imediato das agências e das demais unidades, mantendo apenas os casos de serviços excepcionais, como: a compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas eletrônicos e o atendimento de extrema necessidade, por exemplo, a um idoso. A proposta inclui que os demais serviços aconteçam somente mediante o agendamento prévio, e todos os atendimentos sejam organizados de forma que não gere aglomeração nas agências, preservando, assim, os trabalhadores e os próprios clientes.

A Fenaban recebeu a reivindicação da categoria, mas apesar da emergência da situação, pediu um tempo para tomar a decisão. A entidade defende que as agências precisam se manter em funcionamento para atender, principalmente, idosos e outras pessoas que não consigam se autoatender. Contudo, afirma que a situação será analisada e em breve dará uma resposta.

Ainda de acordo com a Fenaban, até o momento, cerca de 200 mil bancários já estão em regime de home office e o número ainda deve aumentar.

“A situação é de calamidade mundial, por isso não temos como esperar por muito tempo. Sabemos a atual situação da pandemia e o risco de contágio aumenta cada dia mais. Antes de tudo, é necessário que os bancos entendam que a saúde e a segurança dos trabalhadores e dos clientes precisam estar em primeiro lugar”, afirma o Presidente da APCEF/RJ, Paulo Matileti.

Confira na íntegra as 17 reivindicações feitas pelo movimento dos bancários:

- Fechamento das agências bancárias e demais unidades

- Fechamento das agências em hospitais e aeroportos

- Suspensão das metas

- Manter o atendimento não presencial das atividades consideradas essenciais pelo decreto 10.282/2020 (compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras)

- Agendamento de atendimentos presenciais em caso de extrema necessidade

- Redução da jornada para os que tiverem que ir ao local de trabalho

- Garantia de deslocamento seguro para os que tiverem que fazer o atendimento não presencial de alimentação e processamento do autoatendimento

- Suspensão das demissões

- Home office para todos os bancários, exceto de quem terá que ir às agências para dar suporte ao funcionamento dos caixas eletrônicos, devendo haver escala de revezamento. Não poderá ser incluído no mesmo os funcionários que estão nos grupos de risco; que não tem com quem deixar os filhos menores e aqueles que coabitem com pessoas enquadradas no grupo de risco

- Garantia da ultratividade dos Acordos e Convenções Coletivas até 31/01/2021

- A MP 927 não será adotada sem negociação coletiva com o Comando

- Suspensão dos descomissionamentos

- Antecipação do Vale Alimentação

- Campanha divulgada na mídia, feita pelos bancos, orientando os clientes sobre o uso dos meios digitais, caixas eletrônicos e os riscos da contaminação do coronavírus

- Disponibilização de máscara, luvas e álcool em gel para os que irão realizar as atividades essenciais

- Suspensão dos vencimentos dos boletos por sessenta dias

- Isenção de tarifas (clientes com renda até dois salários mínimos) de três transferências eletrônicas mês (TED E DOC) para diminuir a contaminação pelo uso de cédulas

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