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Em reunião, representantes dos trabalhadores cobram fim de metas abusivas, do assédio moral e manutenção do rodízio de empregados

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Paulo Matileti, Presidente da APCEF/RJ, e Sérgio Amorim, Diretor de Relações de Trabalho da Associação, junto a representantes do Sindicato dos Bancários do Rio e da Agecef/Rio (Associação dos Gestores da Caixa), se reuniram recentemente com o Superintendente de Rede da Capital do banco, Luciano Medeiros, a Superintendente Executiva de Governo, Carolina Alvim e a Gerente de Rede, Carla Cristina, visando estreitar relações com a Caixa e buscar soluções para as demandas dos empregados.

Dentre os pontos abordados na reunião, foram tratados especialmente os referentes ao estresse crescente dos empregados da Caixa, como a cobrança de metas, o assédio moral e a falta de manutenção do rodízio de empregados, todos ignorados pela direção do banco, mesmo durante a pandemia. Apesar das reivindicações feitas constantemente à direção da empresa, a falta de diálogo por parte da Caixa sempre se manteve: "Reforçamos o papel das entidades representativas, no sentido de apurar e encaminhar essas necessidades e apresentá-las à empresa, para que sejam estudadas e adotadas as devidas soluções", disse Rogério Campanate, membro da Agecef/Rio.

De acordo com a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso, muitos empregados denunciaram ações abusivas da Caixa: "Tanto nas ações judiciais como nos ofícios, os bancários denunciaram a absurda e crescente cobrança de metas durante a pandemia, com práticas de tortura psicológica, inclusive com a utilização do WhatsApp em horários fora do expediente que violam o direito de desconexão dos trabalhadores", explicou Nalesso.

Questões como a falta de critério na priorização dos objetivos tem sido uma fonte de adoecimento mental dos trabalhadores, já que não fica claro para o empregado se ele tem que priorizar os objetivos da agência, da Superintendência Executiva de Varejo (SEV) ou da Superintendência Regional (SR). Além disso, a cobrança abusiva de metas faz com que muitos gestores lidem com a situação de forma que, mesmo com a obtenção de 100% da meta, a mesma é ainda considerada insuficiente – mesmo em plena pandemia da COVID-19.

No que diz respeito à manutenção do rodízio de trabalho, foi relembrado que existe a necessidade de intercalar os trabalhadores que estão atuando presencialmente, ainda que esses não pertençam aos grupos de risco, como forma de diminuir a chance de contágio – orientação que já tinha sido feita pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa). No mais, muitos empregados que estão atuando remotamente se sentem pressionados por suas chefias a deixar o home office e voltar ao presencial. "Os empregados, assim como a sociedade em geral, já estão passando por uma situação estressante que é estar vivendo o período de pandemia. Ter que pensar em rodízio de trabalho e lidar pressão dos superiores para realizar a jornada presencial não deveria ser mais uma preocupação. A direção da Caixa precisa dar atenção a essas questões e tomar previdências", declarou o Presidente da Associação, Paulo Matileti.

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