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Empregados Caixa denunciam campanhas eleitorais antecipadas de Bolsonaro e Guimarães com recursos do banco

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Recentemente a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa denunciou campanhas eleitorais antecipadas de Bolsonaro e Pedro Guimarães, presidente do banco, com recursos da Caixa, o que seria ilícito. 

A situação é complexa: Guimarães tem viajado o Brasil todo sob o pretexto de conhecer agências e postos de trabalho do banco, mas sua agenda mostra que os interesses são políticos, uma vez que as viagens servem como propagandas do governo. Sabe-se que ele e Bolsonaro são próximos, e tudo indica que esse movimento seja uma campanha política bancada com os recursos da Caixa. Há especulações de que Guimarães possa ser candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, o que deixa a situação ainda mais suspeita. 

Além disso, há também a questão de Andraus Araújo de Lima, o Cuiabano Lima, contratado para a campanha nacional da Caixa sobre o auxílio emergencial, cujo cachê está mantido sob sigilo por decisão do governo. Cuiabano Lima é locutor de rodeios e amigo pessoal de Bolsonaro. Quando o jornal Brasil de Fato solicitou esclarecimentos ao banco, através da Lei de Acesso à Informação (LAI), obtiveram como resposta a afirmação de que o sigilo do valor do cachê estava previsto no contrato de uso de imagem. O que é um absurdo e denota extrema falta de transparência no processo. 

A Caixa é um banco público, pertencente a todos os brasileiros, e não deve ser usada como propaganda política para este desgoverno que busca destruí-la e desmantelá-la a todo custo visando o mercado financeiro. Tire as mãos da Caixa, Bolsonaro! 

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