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Exaustos, trabalhadores se chocam com novo reajuste de metas da Caixa

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Sindicatos por todo o país receberam denúncias de diversos trabalhadores na última quinta-feira (12) sobre um novo reajuste de metas imposto pela Caixa. Mais uma vez, o banco demonstrou o total desrespeito com os seus empregados, que já estão esgotados por conta do grande volume de atendimentos ocasionados pelo pagamento do Auxílio Emergencial e do FGTS. De acordo com alguns relatos, as metas foram duplicadas e até triplicadas.

A decisão do banco foi tomada sem nenhum tipo de aviso ou diálogo com os trabalhadores. Vale lembrar ainda que o cenário atual é de pouco mais de 30 dias para o fechamento do semestre, o que faz com que os empregados nem se quer tenham tempo hábil para alcançar o que foi imposto pela Caixa. Alguns relatos ressaltam que os reajustes não levam em consideração o histórico e volume de carteira, enquanto outros abordam a piora nas condições de trabalho, a forte pressão por resultados e a rotina extenuante.

Mesmo com todo o empenho em recuperar as perdas que vieram com a pandemia, não se pode esquecer que os trabalhadores agora precisam lidar também com os contratempos que surgiram com o novo cenário, como o Caixa Tem, a migração da poupança, a conta Caixa Fácil, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, agora, a imposição de uma meta ainda maior. Segundo a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara, algumas reclamações começaram ainda no dia anterior, na quarta-feira (11).

Visto toda a situação em que os trabalhadores se encontram, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) se manifestou e cobrou da direção do banco uma solução para o problema. Até o momento, a Caixa não deu um retorno sobre o assunto.

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