22/11/19 14:13

Funcef complica final de ano dos participantes

 

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Mais uma vez os participantes da Funcef serão prejudicados e punidos por uma conta que não é de sua responsabilidade e ficarão sem 13º salário. Isso se deve a incidência da 13ª parcela do equacionamento sobre o valor total do 13º e o desconto do IR (Imposto de Renda). E o que parecia não poder piorar, piorou, já que desta vez o equacionamento descontará mais de 40% do benefício. Logo, o pagamento das contribuições extraordinárias debitará de todo valor do 13º que o participante tem direito a receber e o deixará às minguas nas festas de final de ano.

Além dos 20% de desconto (em média) sobre o rendimento de novembro, haverá também contribuição extraordinária integral sobre o valor total do 13º salário e o pagamento do IR que incide sobre valor total da contribuição extraordinária. Ou seja, o participante que recebe R$ 5 mil de benefício, tem R$ 2,5 mil para receber de 13º, mas terá que pagar 20% sobre o valor total. Isso quer dizer que deixará R$ 2 mil para a Fundação, além de pagar 27,5% de imposto de renda sobre seus rendimentos, contando salário e valor total do benefício da Funcef, sem considerar o desconto do equacionamento.

Sendo assim, não restará um tostão do 13º salário ao participante, uma vez que será obrigado a pagar impostos e o equacionamento em uma quantia que, no final, resultará no valor total do seu benefício. Além de tudo isso, o desconto do Saúde Caixa não foi realizado este mês, o que gera insegurança ainda maior no bolso do trabalhador, que pode ser descontado no próximo mês de uma vez só por novembro e dezembro.

Quanto a isso, a Fundação alegou em comunicado oficial que “a Caixa não encaminhou à Funcef os valores a serem descontados, referentes ao Saúde Caixa, em tempo hábil para inclusão na folha de pagamentos de benefícios de novembro 2019. Assim, não haverá desconto, seja de mensalidade ou participação no Saúde Caixa. Para mais informações sobre possível regularização, consulte a Caixa”, afirmou. Em outras palavras, um jogando a peteca para o outro.

Com dívidas até o pescoço e tendo que pagar mais de 40% de equacionamento, o participante terá poucas chances de renovar o CredPlan, já que a margem consignável (percentual do salário que pode estar comprometido com um empréstimo deste tipo) não foi alterado pela Fundação. Cada vez a situação do participante da Funcef está mais complicada.

 

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