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Governo insiste em justificar necessidade de reforma administrativa no país

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Na tentativa de explicar a baixa reposição de servidores aposentados, o ministro da Economia, Paulo Guedes, utilizou a reforma administrativa como justificativa e disse que a digitalização dos serviços públicos irá aumentar a economia. 

Fato é que essa seria mais uma tentativa do governo de empurrar goela a baixo a iniciativa no povo brasileiro, alegando que o país está com um alto número de servidores. Porém, assim como foi exposto pela Fenae, o número ainda é pouco para a demanda da população, que necessita demasiadamente dos serviços públicos. Principalmente no caso da Caixa, o número de empregados ainda é insuficiente, e entidades representativas tentam há anos combater o problema. 

Inclusive, a situação pode ser comprovada por dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde): a média brasileira calculada é de 12,5% da força de trabalho – a cada 100 trabalhadores brasileiros, 12,5 são servidores públicos. Enquanto a média da Ocde é de 21,1%. Em comparação à proporção populacional, o número de servidores também está abaixo da média – 5,6%. Nos países da Ocde é de 9,6%.

Por fim, outro caso contestado pelas entidades representativas dos trabalhadores, nos últimos dias, foi um documento lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que afirma que o Brasil é o sétimo país dentre os 70 que mais gastam com seus servidores. No entanto, um estudo da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o documento foi fundamentado em dados errados e seria mais uma estratégia para fortalecer a proposta de reforma administrativa.

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