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Luta de entidades representativas suspende aumento da jornada de trabalho e garante folga aos sábados

 

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A incansável luta do movimento sindical e associativo garantiu aos bancários a suspensão do trabalho aos sábados e elevação da jornada de seis para oito horas diárias, como estabelecia a absurda Medida Provisória (MP) 905/19 do governo Bolsonaro. A decisão foi acordada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) em reunião realizada nesta semana.

No encontro, que durou mais de 10 horas, o Comando Nacional e a Fenaban entraram em acordo e decidiram que será mantida a jornada de seis horas diárias, de segunda a sexta-feira, e que a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) permanecerá sendo negociada com os sindicatos, como prevê a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). Logo, graças a luta das entidades representativas dos trabalhadores, a categoria bancária continuará usufruindo do seu direito ao descanso em família, além de estar assegurada sobre valores e regras da PLR.

As negociações sobre o texto do aditivo vão prosseguir em data ainda a ser definida. Até que o aditivo seja assinado, os efeitos da MP permanecem suspensos. Enquanto isso, os bancos assumiram o compromisso de manter as regras atuais da CCT.

“O resultado da reunião entre o Comando Nacional e a Fenaban expressa o quanto a mobilização dos trabalhadores tem força. Temos que ir além. O próximo passo é garantir a permanência irreversível da decisão”, disse Paulo Matileti, Presidente da APCEF/RJ e Vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

 

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