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Mesmo em desocupação, Barrosão é representação de vitórias da categoria bancária

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O prédio da Caixa, localizado na Avenida Almirante Barroso e popularmente conhecido como Barrosão, será definitivamente desocupado pelo banco público no dia 30 de novembro. O anúncio foi feito pela Caixa no último dia 6. A grande maioria dos trabalhadores (95% deles) serão transferidos para o edifício Passeio Corporate, localizado na rua das Marrecas, 20, também no Centro do Rio, enquanto uma parte dos setores do banco serão realocados para um novo prédio, localizado no Porto Maravilha, antiga Zona Portuária do Rio.

Com 50 anos de existência, o Barrosão foi palco de momentos históricos na luta dos bancários em defesa de direitos e melhores condições de trabalho. Foram muitos protestos e atos ocorridos na fachada do edifício que foi sede da Caixa, como a grande greve de 1985, onde os empregados garantiram o direito de sindicalização e a jornada de seis horas diárias. Até mesmo a atual transferência dos bancários para o Passeio Corporate foi fruto de muita mobilização e negociação com os representantes da empresa, encerrando com chave de ouro a trajetória de lutas e conquistas ocorridas no edifício.

Apesar da mudança, a história de lutas jamais será apagada e a mobilização dos empregados vai continuar. Com a atual ameaça de privatização ensaiada pelo governo e o Ministério da Economia, e o novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) recentemente anunciado pela Caixa (que apesar disso, não realizou nenhuma nova contratação), o papel social do banco mais uma vez está em risco.

"O Barrosão foi uma figura importante na história de lutas e conquistas da categoria, e apesar da transferência para um prédio comercial, os trabalhadores não vão desanimar. Nada vai barrar a mobilização dos bancários. Temos muitos desafios pela frente e muitas batalhas para ganhar. A luta dos empregados da Caixa é pelos direitos dos trabalhadores e por todo povo brasileiro", declarou o Presidente da APCEF/RJ, Paulo Matileti.

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