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No olho do furacão: bancários Caixa precisam de mais segurança e vacina já

Insalubridade nas agencias Caixa na pandemia.png

A situação da pandemia traz sentimento de pânico generalizado, mas para aqueles que têm de ficar 8 a 10 horas em ambientes fechados, atendendo clientes, resolvendo um problema atrás do outro enquanto compartilham do mesmo ar dia após dia é mais complicado ainda. É o caso dos bancários da Caixa. Esses trabalhadores vêm desempenhando papel vital para milhões de brasileiros durante a pandemia, extremamente sobrecarregados por conta do déficit de pessoal, e não têm sido amparados adequadamente pela diretoria do banco. A grande maioria das agências vive lotada - e a segunda fase do pagamento do auxílio emergencial está para começar em abril, o que certamente piorará ainda mais o que já está ruim.

Vale ressaltar que, visando frear a situação da pandemia, foi instaurado o "superferiado" na cidade do Rio de Janeiro, a acontecer de 26/03 a 4/04, com uma série de medidas restritivas pelo município. Mas agências da Caixa seguirão funcionando, com sua complicada situação. O sistema de triagem, que deveria servir para controlar o fluxo desnecessário dentro das agências, tem se provado ineficaz e insuficiente. É uma mistura de fatores, que passam desde a instabilidade dos sistemas Caixa que gera retrabalho e mais gente indo às agências, até o número insuficiente de empregados que complica e causa demora no atendimento. E claro, também pela gestão absolutamente irresponsável do governo.

“Continuamos a bater na tecla de que a vacina é fundamental e urgente. E que os bancários da Caixa deveriam sim ter prioridade no plano de vacinação para evitar que os insalubres ambientes das agências virem vetor ainda maior de contaminação”, disse Paulo Matileti, Presidente da APCEF/RJ.

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