04/01/2018 12:26

“Olho gordo” da Caixa aumenta pressão por metas e incertezas sobre descomissionamentos

Acesse as redes da Apcef/RJ:

olho gordo.jpg

Um clima de incertezas, pânico e pressão tem tomado conta dos gerentes da Caixa Econômica Federal. Com a restruturação do perfil de atendimento no banco, iniciado em 2016, que vem priorizando clientes com renda mais alta, cresce entre os gerentes gerais das agências da CEF um estado de receio de não conseguir cumprir as metas e possíveis descomissionamentos.

Desde o início da chamada verticalização, a Caixa tem imposto uma meta de 300 pontos de encarteiramento para que a agência mantenha a função de Gerente Pessoa Jurídica (PJ), o que tem deixado os gerentes gerais preocupados com a possibilidade de assumir a carteira que tem uma das maiores metas comparadas até com as instituições privadas. Além disso, nem todas as agências possuem clientes de grande porte com perfil que a Caixa deseja, o que aumenta ainda mais a tensão.

Paulo Matileti, Presidente da APCEF/RJ, diz que a postura da Caixa demonstra que o banco público hoje está preocupado apenas com o lucro, sem se importar com os seus trabalhadores, os pilares do banco, e, além de aumentar a pressão, auxilia o governo Temer em seu plano maquiavélico de desmontar a Caixa e retirar o papel social da instituição. “Essa atitude demonstra que a Caixa quer apenas lucrar com carteiras altas, precarizando assim o atendimento à população geral, sua principal lista de clientes, prejudicando seus empregados e, sobretudo, fortalecendo a mobilização de Temer e companhia contra a Caixa 100% pública. Precisamos nos manter unidos contra esses malfeitos. Contra a verticalização”, afirma.

Compartilhe