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Pesquisa mostra que 54% dos bancários em teletrabalho têm medo da demissão

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Nesta quinta-feira (28), durante painel do Fórum Social Mundial, a Contraf-CUT e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apresentaram os resultados de uma pesquisa realizada com 8.560 bancários espalhados pelo Brasil que estão ou já estiveram na modalidade de teletrabalho. 

A pesquisa apontou algumas informações que já vinham sendo discutidas, como o aumento da carga de trabalho e o surgimento de problemas emocionais e mentais. Apesar de por um lado proteger os empregados do contágio do vírus da Covid-19, o regime de home office trouxe problemas como ansiedade, depressão e insônia. O levantamento mostra que 55,6% estão "sempre preocupados com o trabalho", enquanto 54% afirmaram terem medo de serem demitidos. Além disso, para 35,6% dos entrevistados a jornada de trabalho aumentou "muito" ou "pouco". 

Por conta disso, é fundamental que a Caixa preze pelo bem-estar do seu quadro de pessoal, praticando uma escuta ativa que dê conta de seus problemas e pense em soluções. A alta demanda e pressão que cai em cima dos trabalhadores é muito relacionada também com o déficit no número de empregados, que o banco deve suprir imediatamente. 

A modalidade de teletrabalho seguirá pelo menos até março, por decisão do banco, e a pesquisa mostrou que 42% dos entrevistados desejam manter regime misto entre presencial e home office mesmo depois da pandemia. 
 

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