09/09/2021 14:11

TCU pede afastamento dos presidentes da Caixa e do BB por uso político das estatais no atrito com a Febraban

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Pedro Guimarães, presidente da Caixa e Fausto Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, correm risco de serem afastados de seus cargos, caso o pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, seja validado. Furtado solicitou a investigação e o afastamento dos presidentes por um suposto uso político dos bancos públicos no episódio do manifesto apoiado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Entenda o caso:
No fim do último mês, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) apresentou um manifesto em que pedia harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - um posicionamento que faz referência aos ataques feitos por apoiadores do governo Bolsonaro e do próprio presidente da República. O manifesto foi apoiado pela Febraban, o que irritou Guimarães e Ribeiro e desencadeou uma crise envolvendo o nome dos bancos públicos nos últimos dias. Não satisfeitos com o apoio mostrado pela Febraban, os dois presidentes ameaçaram retirar a Caixa e o Banco do Brasil da Federação, mas voltaram atrás na decisão logo depois.

Sobre o ocorrido, o subprocurador-geral defendeu seu pedido com base de que os presidentes das estatais estariam tomando decisões em nome das instituições públicas, baseadas em seu próprio posicionamento político. “(...) o motor das decisões tomadas na condução das instituições que dirigem (Caixa e BB) possui forte viés político, em afronta ao esperado zelo pelo interesse público e não do governo de plantão”, disse ele.

“Não é uma surpresa que Guimarães e Ribeiro apoiem o atual governo e suas ações, mas o que os presidentes das estatais fizeram foi errado. Agora, eles estão na mira na Justiça por conta dos seus atos impulsivos. Tanto a Caixa quanto o Banco do Brasil são instituições públicas, que servem aos interesses da população. Não podemos esquecer que todas as decisões que dizem respeito às estatais devem, antes de tudo, serem benéficas ao povo”, disse Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.

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