A greve terminou. A luta, não!
Acesse as redes da Apcef/RJ:
O julgamento no TST acabou, mas a luta das empregadas e dos empregados da Caixa continua. Precisamos seguir mobilizados para defender direitos, conquistar avanços e cobrar da direção do banco uma negociação permanente, capaz de responder às reivindicações da categoria.
Também não podemos esquecer como chegamos até aqui. A postura intransigente da direção da Caixa, sob o comando de Jorge Vieira, prolongou o conflito e levou ao TST uma negociação que poderia ter avançado na mesa.
No julgamento, a assessoria jurídica da Contraf-CUT teve atuação importante na defesa dos trabalhadores. Sustentou a legalidade da greve, atuou pela preservação de direitos e ajudou a evitar perdas maiores, inclusive em relação aos dias parados.
Pior: avanços construídos durante a greve ficaram fora da proposta levada pela Caixa ao Tribunal. Entre eles, a elevação de 6,5% para 9% do teto de participação da Caixa no Saúde Caixa, o compromisso de negociar a isonomia para os pós-2018 e a criação de espaços permanentes para discutir PFG, PCS, processos seletivos internos e remuneração variável. Isso foi covardia!
Agora começa uma nova etapa. As representações sindicais dos empregados e a CEE/Caixa terão papel fundamental na retomada das mesas permanentes e específicas de negociação, para recolocar essas pautas em discussão e buscar soluções para o que ficou pendente.
Precisamos impedir que o peso dos déficits do Saúde Caixa recaia sobre os empregados da ativa e aposentados e, ao mesmo tempo, retomar, pela negociação, os avanços que ficaram pelo caminho no dissídio: o fim do teto de 6,5% e a efetivação do 70/30 no Saúde Caixa; o direito ao plano na aposentadoria para os pós-2018; mudanças no Super Caixa; o fim do atendimento simultâneo; avanços na carreira e melhores condições de trabalho.
O TST encerrou a greve, não a nossa mobilização. Sigamos juntos, unidos e firmes na defesa dos nossos direitos.
A luta continua.
Paulo Matileti
Presidente da APCEF/RJ

