18/08/2026 07:44

Direitos de bancárias e bancários em jogo: paralisação nacional dia 20 reforça mobilização na Caixa

Acesse as redes da Apcef/RJ:

18-08- CAPAAAAA PARALISACAO.png
 

Depois de seis rodadas, a negociação específica com a Caixa chegou a um ponto em que acompanhar de longe já não basta. O Saúde Caixa segue no centro do impasse. Duas propostas apresentadas pelo banco foram recusadas pela CEE/Caixa, que considera que ambas ampliam o peso dos custos sobre os usuários.

Carreira, remuneração variável, condições de trabalho e recomposição do quadro também continuam à espera de respostas. São questões que interferem diretamente na vida de quem trabalha na Caixa e exigem avanços concretos na mesa de negociação.

A pressão coletiva, porém, já mostrou que pode mudar o rumo das negociações. A Caixa retirou o Alcance.Caixa dos critérios da Promoção por Mérito, assegurou o pagamento dos deltas dos anos-base 2026 e 2027 em janeiro de 2027 e janeiro de 2028, respectivamente, e suspendeu o processo de migração de caixas e tesoureiros enquanto o tema estiver em negociação.

É também por isso que a mobilização desta semana importa. A categoria bancária aprovou uma paralisação nacional de 24 horas para esta quinta-feira, 20 de agosto. No Rio de Janeiro, bancárias e bancários também aprovaram a adesão à paralisação em assembleia realizada nesta segunda-feira, 17, pelo Sindicato dos Bancários.

A APCEF/RJ se soma à mobilização e chama as empregadas e os empregados da Caixa no estado do Rio de Janeiro a aderirem à paralisação. Quanto maior a participação, maior será a pressão por respostas às reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários e às pautas específicas dos empregados da Caixa que permanecem sem solução.

“O que está em jogo faz parte da vida de todos: plano de saúde, renda, carreira, emprego e condições dignas de trabalho. Participar é dar peso a essas reivindicações. Quando cada empregado entende que sua participação conta, a negociação deixa de ser assunto de poucos e ganha a força de quem vive, todos os dias, as consequências de cada decisão”, afirma Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.

Compartilhe