27/08/2026 08:14

Fenaban insiste em proposta com perda salarial, mas bancários reafirmam: sem aumento real, não dá!

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Após mais de nove horas de negociação nesta quarta-feira (26), a Fenaban manteve a proposta de reajuste de 2,57% para salários e demais remunerações. O índice cobre apenas 62% da inflação estimada em 4,13% para a data-base da categoria e representa perda real de 1,50%. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a oferta e reafirmou que não aceitará um acordo sem aumento real. A negociação será retomada hoje, quinta-feira (27).

Para o vale-alimentação, os bancos propuseram uma correção estimada em 2,99%, o que significaria perda de 1,1% em relação ao INPC. Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), ofereceram reajuste apenas para o teto da regra básica, medida que alcançaria cerca de 8% da categoria. Os trabalhadores cobram uma proposta que preserve seu poder de compra e distribua os resultados de forma mais justa.

O Comando Nacional reivindica a reposição integral do INPC, acrescida de 5% de aumento real, para salários e demais verbas, além da valorização do vale-alimentação e do vale-refeição e de melhorias na PLR para toda a categoria. Para os representantes dos trabalhadores, o setor bancário, que lucrou R$ 182,4 bilhões em 2025, tem condições de apresentar uma proposta justa.

“Lucros bilionários não combinam com perda salarial. A categoria seguirá unida e mobilizada até que seu trabalho seja reconhecido com respeito, valorização e aumento real”, afirma Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.

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