Privatizar a Caixa seria asfixiar sua missão social e atingir quem mais precisa: o povo brasileiro!
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Ao dizer que pretende transformar a Caixa Econômica Federal no “Itaú da favela” e no “Bradesco da periferia”, Flávio Bolsonaro fez uma comparação que merece atenção. Afinal, a Caixa já atende milhões de brasileiros, inclusive nas periferias, e sua missão vai muito além dos negócios bancários.
É o banco da casa própria, do FGTS, dos benefícios sociais e do crédito. E nada disso seria possível sem a dedicação de suas empregadas e seus empregados, que levam diariamente serviços e oportunidades à população de todo o país.
Durante a pandemia de Covid-19, esses profissionais deram uma demonstração marcante de compromisso social. Mesmo enfrentando riscos à saúde e desgaste físico e emocional, permaneceram na linha de frente, sendo essenciais para a execução de políticas públicas de auxílio a milhões de brasileiros.
A Caixa gera resultados, mas não pode ser guiada apenas pelo lucro. Sua missão também é promover inclusão e reduzir desigualdades. Por isso, a Diretoria da APCEF/RJ defende uma instituição cada vez mais forte e eficiente, com investimentos, valorização de seus empregados e preservação de sua função social.
A Caixa não precisa virar Itaú nem Bradesco. Precisa continuar sendo Caixa, 100% pública e a serviço dos brasileiros. O país precisa de governantes que respeitem o que está no DNA da instituição: a vocação pública e o compromisso com o povo brasileiro.
Paulo Matileti
Presidente da APCEF/RJ

