Sem avanços nas negociações, greve na Caixa será possibilidade concreta, diz Matileti
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A expectativa de uma nova proposta para o Saúde Caixa não se confirmou na rodada realizada ontem, terça-feira, 25 de agosto, entre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a direção do banco.
As duas alternativas já apresentadas, uma com aumento das contribuições e outra com mensalidades por faixa etária, haviam sido rejeitadas pela representação dos trabalhadores por elevarem os custos para os beneficiários.
Para a representação dos trabalhadores, preservar o Saúde Caixa exige mais do que mudar a forma de cobrança. A CEE/Caixa voltou a defender a retomada do modelo de custeio 70/30, o fim do teto de 6,5% e maior participação financeira do banco, para que o aumento das despesas não recaia sobre empregados, aposentados e pensionistas.
A paralisação nacional de 24 horas, realizada no dia 20, teve forte adesão dos empregados da Caixa e foi lembrada no início da reunião como demonstração da insatisfação da categoria. As negociações específicas continuam hoje, quarta-feira, 26 de agosto, com a cobrança por uma proposta que preserve a sustentabilidade do plano, a solidariedade e o pacto entre gerações.
“A forte mobilização na paralisação de 20 de agosto mostrou que as empregadas e os empregados da Caixa estão unidos e dispostos a lutar por seus direitos. A direção do banco precisa apresentar uma solução para o Saúde Caixa e respostas concretas sobre as condições de trabalho. Da Fenaban, esperamos uma proposta com aumento real. Sem avanços, não tenho dúvidas de que greve na Caixa será possibilidade concreta”, afirma Paulo Matileti, presidente da APCEF/RJ.
